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domingo, 1 de setembro de 2013

Não contar...

Kate Moss
fotografada por Patrick Demarchelier para VogueUK

... com o apoio daqueles que temos como pessoas mais importantes nas nossas vidas na realização dos nossos projetos é das piores coisas que podem acontecer. E pior do que falta de apoio, é o descrédito total. É o remar contra a maré, é a frustração arrasadora, é a mágoa provocada por essas pessoas. E ninguém imagina o tamanho dessa mágoa, a dor que se apodera de nós cada vez que as vozes se erguem para desvalorizar, para subestimar, para menosprezar. Por muito boas que sejam as intenções, ninguém imagina o mal que pode infligir com essas atitudes. Eventualmente, acabamos paralisados perante o descrédito, por vezes é mesmo chacota, sem forças para responder, completamente de rastos. Só uma mente bem resolvida tem a capacidade de lidar com esta situação sem perder a capacidade de sonhar, sem se deixar mutilar, sem se descredibilizar perante si própria. Afinal de contas, o que é importante, aquilo que nós projetamos para nós mesmos ou aquilo que os outros se sentem no direito de planear para/por nós?


domingo, 11 de agosto de 2013

Dizer não.

Jennifer Lawrence
fotografada Carter Smith para ElleUS
Simplesmente, não. Dizer não é das aprendizagens mais duras que um ser humano tem que fazer ao longo da sua vida. E nem todos o conseguem. Dizer um não com consciência, com tranquilidade, com coragem, com ponderação e sobretudo sem sentimentos de culpa é mesmo muito difícil, é um desafio que temos que vencer por nós próprios. E não  se pense que é mais fácil lidar com as consequências do não. Muitas portas se fecharão, alguns daqueles que considerávamos amigos revelar-se-ão, as incompreensões e os julgamentos alheios brotarão. Mas para bem da nossa saúde física, espiritual e mental é preciso saber dizer não, puxar da assertividade. Seguir fiel aos nossos valores e princípios. Caso contrário, um dia, quando dermos por nós, estamos completamente esgotados, exaustos de nós e do mundo, e à nossa volta todos nos subvalorizam e, pior do que isso, todos nos dão como garantidos. E isso é que não!!



terça-feira, 23 de julho de 2013

Não entendo esse estranho fenómeno...


Cate Blanchett
fotografada por Karen Collins para MadameFigaro
... que tem lugar na mente humana e que faz com que se formem juízos de valor e opiniões com base em aparências e em falsas suposições. Fui colaboradora de uma empresa de prestígio, de grande reconhecimento até. Só por isso, as pessoas tendiam a assumir que eu tinha um bom "tacho" e que ganhava bom salário. O que elas não faziam ideia era que eu (à semelhança da maioria dos outros colaboradores) era uma trabalhadora precária, aquilo a que se chama "falsos recibos verdes", e que ganhava menos do que os senhores da equipa da manutenção da limpeza que prestava serviços à referida empresa. Ora, há dias ouvi alguém dizer que "só" tinha um ordenado líquido próximo do salário mínimo. Eu, caladinha, encolhi os ombros e pensei cá para mim: "oh filha, tu não sabes o que é trabalhar para aquecer!!". Foi então que vi realmente que ninguém jamais compreenderia a minha posição de, uns meses antes, me ter fartado de pagar para trabalhar e ter batido com a porta, ter abandonado um cargo numa empresa de renome, porque as pessoas só se conseguem direcionar para os falsos pressupostos e para as falsas aparências. Pois sim, a essas pessoas tão focadas na aparência e no estatuto eu responderia (se elas tivessem alguma coisa a ver com a minha vida e com as minhas decisões) que não é o prestígio das empresas que me põe comida na mesa e me faz feliz!!


quinta-feira, 11 de julho de 2013

É um facto que...

Miranda Lambert
fotografada por Santiago para WMagazine
... o sistema nacional de saúde tem um papel fundamental no acesso democratizado aos cuidados de saúde mas infelizmente, na nossa sociedade, ter dinheiro significa ter acesso a privilegiado e rápido aos profissionais de saúde, meios de diagnóstico e tratamentos que se mostrem necessários, tanto em hospitais públicos como em instituições particulares. A verdade é que só nos lembramos disto durante uma situação de doença. Tendemos muitas vezes a culpabilizar o estado e o sistema nacional de saúde, a apontar os atrasos e os tempos de espera, responsabilizamos os médicos e os outros profissionais de saúde. No entanto, independentemente da condição económica de cada um, esquecemo-nos que tempos um papel fundamental na manutenção da saúde, da nossa e da daqueles que nos rodeiam. Um exemplo flagrante da (ir)responsabilidade dos nossos comportamentos e das nossas opções ocorre no verão: hora de almoço, sol abrasador, praias repletas de pessoas (incluindo crianças) esparramadas ao sol, algumas delas nem protetor solar usam e ainda se gabam de estar a par das recomendações e dos cuidados a ter com o sol!!
Esquecemo-nos que somos responsáveis pelo nosso corpo, pelas nossas opções e pelas agressões a que o sujeitamos, que temos a nossa quota parte de responsabilidade na manutenção da nossa saúde (sem que isto signifique culpabilização pelo estado de doença). Esquecemo-nos que algumas das patologias mais frequentes atualmente decorrem do estilo de vida da sociedade dita civilizada, determinada por hábitos e fatores modificáveis em prol da nossa saúde e da redução dos custos com a doença, nomeadamente a alimentação desregrada, o excesso de álcool, o tabagismo, o consumo de drogas, o sedentarismo, o stresse ou a má qualidade/quantidade de horas de sono. A velha máxima "mais vale prevenir do que remediar" nunca fez tanto sentido.